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Seção Entrevistas - Portal Design PVC

Campanas falam de design e arte

Escrito por Heloisa
Seg, 04 de Julho de 2011

Dentre as atividades bacanas que acontecem durante o salão Design São Paulo nesta semana, estão algumas palestras com designers de renome internacional que a organização do evento convidou com a intenção de abordar o design em suas mais diferentes formas. Como não poderia deixar de ser, a primeira delas foi proferida pelos grandes homenageados do evento, os irmãos Fernando e Humberto Campana. Após contar ao público um pouco da trajetória que percorreram rumo ao primeiro time do design internacional, Humberto conversou com a gente sobre um dos grandes temas levantados pelo salão - o embaralhamento das fronteiras entre design e arte. Veja como foi o bate-papo:

Você considera que o trabalho de vocês está situado na fronteira entre o design e a arte? Como vocês veem essa questão dos limites entre um campo e outro?
Eu acho que nosso trabalho procura romper fronteiras entre arte, design e moda. Design hoje não é só funcionalidade ou praticidade. Ele tem de contar uma história, tem de mostrar sua raiz. O verdadeiro design é aquele que mostra de onde vem. E isso pode estar ligado à arte, a trabalhos sociais, a uma série de coisas.

Muito dessa questão do design-arte está vinculado à emoção que uma peça transmite, mais do que à sua funcionalidade. Como é possível transitar entre os dois mundos sem perder a sua identidade? Produzir em larga escala para a Edra, por exemplo, e ao mesmo tempo fazer as peças únicas que vocês criam no ateliê?
Mas isso é o que eu acho legal! Às vezes, um design mais focado na emoção ou na arte pode amadurecer em outro projeto. Como as cadeiras de pelúcia que a Edra reproduziu no sofá Cipria. Em muitos dos nossos projetos, a arte orienta o design e vice-versa. Com a maturidade, a gente retoma algumas coisas do passado com um olhar mais firme, mais certeiro. Há peças que deixam de ser experimento para virar produto.

Rianne Makkink, designer holandesa que Casa Vogue trouxe para sua mesa-redonda, diz que a diferença fundamental que ela vê nessa discussão entre design e arte é o tempo. Diz ela que, quando o designer produz diretamente no ateliê ou para uma galeria, ele tem mais tempo para maturar a ideia - coisa que uma grande empresa impede, por pressão de custos, prazos etc. Você concorda?
Totalmente! E é uma questão muito própria da nossa época, de rever toda essa produção industrial. Para que fazer de novo a mesma cadeira de plástico que parece um pouquinho com aquela outra? Você não sabe de quem é a autoria das cadeiras de plástico, e isso é perigoso. Eu acho que esse slow design permite a autoria, mostra de onde ele vem e muda a forma de pensar dos empresários e do consumidor. É por isso que eu acho que essa feira é legal [o salão Design São Paulo], é um marco. Ela vai educar as pessoas. Tem muita gente aqui no Brasil que acha que o design ainda está na fase da Bauhaus, do modernismo...

(BRUNO SIMÕES E GUILHERME AMOROZO)

 

Repleta de novidades, Casa Cor comemora 25 anos no Brasil

Escrito por Heloisa
Ter, 22 de Março de 2011

Por Monica Barbosa em Living Design.

A edição de 2011 da maior mostra de design de interiores do Brasil terá um gosto ainda mais especial. Uma série de celebrações e eventos diferenciados irão marcar os 25 anos da Casa Cor no Brasil, e para saber como será isso, Mônica Barbosa conversou com Ângelo Derenze, presidente da organização. Confira os detalhes a seguir:

casa_cor_2011


Quais são as novidades para a Casa Cor 2011, tendo em vista que a mostra completa 25 anos no Brasil?
Com a edição de 2011 da Casa Cor São Paulo, a mostra celebra seus 25 anos no país. Em primeiro lugar, nós vamos ter uma série de comemorações que vão homenagear pessoas importantes do segmento da decoração que foram fundamentais para chegarmos até aqui. Além disso, haverá uma exposição que vai reunir 25 momentos essenciais, seja através de ambientes que marcaram época ou produtos que foram lançados e viraram ícones na casa do brasileiro. A Casa Cor veio para o Brasil oriunda da Argentina com a finalidade de democratizar a decoração no Brasil. Hoje, em relação a profissão de arquiteto, decorador, paisagista, percebemos o quanto a Casa Cor contribuiu para desmistificar esses profissionais diante dos olhos do consumidor e perceber a importância de contratá-los para realizar o projeto das suas casas.

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Entrevista com Marinaldo Teixeira

Escrito por Guilherme
Sex, 03 de Dezembro de 2010

Por Heloisa Toledo

Marinaldo Teixeira Curti, natural de Araçatuba e morador de Carapicuíba, São Paulo, é fundador, juntamente com sua esposa, da Free Flyight Bumerangue.

Iniciou seu trabalho artesanal aos 13 anos, fazendo pequenos bumerangues de papelão e cartolina no início dos anos 70 em São Bernardo do Campo. Esses bumerangues eram distribuídos gratuitamente aos amigos e interessados.

Confira os Bumerangues na seção Designers

Em 1995, com a criação da Free Flyight Bumerangue, passou a fazer peças profissionalmente e já com grande diversidade de modelos. Hoje, a Free Flyight conta com 270 modelos de bumerangues, todos feitos de maneira semi-artesanal.

Teixeira_Curti

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